Blog do Edilson


25/04/2011


Romance

 

Não sei porque, mas ao terminar de escrever este conto tive que fazer uma omelete e tomar um vinho branco,

quem sabe você não sinta a mesma necessidade.

Escrito por Edilson Fernandes às 18h18
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Omelete com Vinho Branco

Omelete com Vinho Branco.

Por

Edilson F.P. Silva


Meu primeiro trabalho foi com a Dona Márcia, a vizinha de frente de casa. Em meio a gritaria socos e pontapés separamos os dois, o marido dela a deixou com muitos hematomas e por cinco vezes mais nós intercederíamos até ela fazer o primeiro boletim de ocorrência por agressão,  estupro e ameaça de morte “Vagabunda! Você não perde por esperar!” disse o homem de 38 anos dono de uma rede de depósitos da cidade.

            Toda vez que socorríamos Dona Márcia, minha tia  olhava pra mim com os olhos chispando de raiva, mas  no final da daquela noite, como quem tomasse coragem a cada agressão, me  disse , “Você tem que fazer alguma coisa! Pela memória de tua mãe e seus irmãos, pelas mulheres que passam a mesma  coisa que ela, ou vai deixar a pobre da Dona Márcia morrer nas mãos  deste homem.

            Meu coração saltou a boca, chorei igual criança, como se  não o  fosse com meus tenros dezesseis anos. No sofrimento daquela pobre senhora me vi na infância  remota.  Gritaria! Meus dois irmãos mais novos caídos no canto do quarto, minha irmã mais velha estava na cama, imóvel, sem roupas e um buraco na testa,  minha mãe estava  igualmente estendida no chão. Todos cantavam a sinfonia silenciosa da morte. Olhei para trás e vi o  olhar dele, frio, sarcástico, depois... a escuridão. Foi uma semana em coma segundo minha tia. O assassino de minha família,  quem um dia chamei de pai, foi solto cinco anos depois por bom comportamento e blá blá blá! Você conhece a lei não? Então nesta época eu tinha somente dez anos.

            “Coitado do pai! Mãe! A senhora tambem tinha que...”. Olhamos perplexos para os filhos de Dona Márcia que, apesar de tudo, davam razão para o pai e ela,  como toda mulher, deu mais uma “chance” a ele. Meu Deus! Quantas vezes eu veria a mesma cena. Neste ponto minha tia olhou pra mim e disse “Você sabe o que vai acontecer não é?”.

             Ele passou a chegar em casa uma ou duas horas da manhã . Hãha! Gandaia, balada “Me deixa ser feliz sua Vagabunda! Tô cansado das suas lamúrias". Os filhos, todos adultos e casados faziam coro, inclusive a caçula que sempre dizia, “Mãe! Deixa! Ele é homem! Homem é assim mesmo, a senhora sempre me disse isto, o importante é que ele sempre volta pra casa e mantém nossos negócios, nosso padrão de vida. Hu! Gente parasita! Mercenários!

            Eu estava de branco no enterro dele com uma camiseta de estampa de caveira negra, “Latrocínio!”( roubo seguido de morte) era a hipótese da polícia. Dona Márcia escondia um sorriso de Monalisa por debaixo do véu negro,”Deus existe! Deus existe!”. Confidenciou mais tarde para minha tia. “Onde você estava quando o marido da Dona Márcia morreu?”, “A senhora sabe tia! A Senhora sabe!”, “Meu bebê esta se tornando  um homem de verdade”, falou orgulhosa com lágrimas nos olhos.

            Viajei pelo país, ganhei o mundo e sempre que me deparava com situação parecida eu dava um jeito. Justiça? Haha! Ricos ou pobres, advogados ou pedreiros, não importa, estes tipos de  homens formam uma confraria e se escondem debaixo da covardia de seu egoísmo animal e materialista, quer achar homens assim? Olhe para quem dorme com você!

             O serviço que me deu mais prazer foi quando eu passava uma  temporada num apartamento da COHAB, eu estava quase para mudar, “Voltar para Alphaville seria uma boa pedida, faz tempo que não fisgo um tubarão”,  pensava eu e então ouço! “Cala a boca moleque senão mato todo mundo aqui ouviu?”, aquilo me gelou o coração, no silêncio da madrugada as batidas constantes e ritmadas da borda da cama na parede denunciavam o ato. Acendi a luz de meu quarto e  liguei o toca cd no último volume. Não queria espantar a presa, mas também queria salvar a pobre criança. “ABAIXA ESTA M&#$A DE SOM AÍ Ô! NUM TÁ VENDO HORA?”. Estranho que o primeiro, de muitos, a gritar foi ele, sem camisa, da janela de seu apartamento  logo acima do meu. Como nunca percebi nada? Talvez por conta de minhas caçadas noturnas, acho que foi isto!

 Safado!

  A Esposa era policial e dava plantão numa base militar próxima, o casal de filhos contavam com oito anos o  mais novo e dezesseis a mais velha, que depois vim constatar que ele a pegava quando era mais nova substituído-a mais tarde pelo filho.

  Como sei de tudo isto? Meu trabalho exige investigação, detalhamento, precisão e frieza, é só que posso te dizer por hora!...Não! Não é só isto! É que outrora matei um inocente por pura simples discriminação, mas isto é outra história.

24x48 era o turno da mãe policial, 24x48 era o inferno do moleque, 24x48 era a fuga da menina que bloqueou sua infância em algum lugar da mente, não a culpo. O fato é que consegui fazer, malandramente, que a sogra, a quem ele odiava por sempre desconfiar dele,  viesse passar uns dias com eles e ao fazer isto expulsei o crápula da casa. Não! Ele não trabalhava! Só “cuidava” das crianças, “Somos um casal moderno”  disse ele no “Interrogatório”.  Ditei uma carta para ele escrever, uma confissão na verdade, o marmanjo chorava, pedia a Deus e tudo mais! “Deus Perdoa meu filho”, disse eu sadicamente, “Eu não!”. Brinquei com ele cinco dias seguidos, não posso dizer o que fiz, foi atroz demais, deliciosamente atroz demais. Mas só para você não ficar curioso o fim dele foi num chiqueiro com cinco porcos que não comiam há cinco dias, não sobrou nada! Hã? O que? Não sou o mocinho não ô! Na verdade nestes quarenta e seis anos de vida, e morte, o que menos me considero é ser um herói.  Ouvi a esposa dele dizer “Se ele aparecer na minha frente eu mato”. Não vai precisar! Hehe!

O sol se põe no horizonte, o cheiro da cebolinha perfuma o ar enquanto refogo o bacon para fazer uma omelete com queijo, da bancada que dá para a varanda agradeço a Deus pelo dia e pela vida que eu levo. Falei com minha velha tia, ela ainda sente falta do Tio João, vou passar o feriado com ela, a mãe que eu não tive. “Seu pai esteve aqui! Esta muito velho e doente! Quer falar com você!”. Até agora estou mudo, sem pensar, sem perguntar, desliguei o telefone como se nada tivesse acontecido, depois de todos estes anos  meu pior fantasma voltou, na verdade nunca tive medo de fantasmas, eles só existem porque nós permitimos. E você? Adivinha o que ele quer? Talvez o perdão? É! Pode ser ,mas o fato é que antes que a omelete esfrie estarei de volta.

  Não Lembrava mais da cara dele! Só dos olhos frios e sarcásticos, não estou ansioso e nem furioso. Ele fala eu  ouço, mas não escuto, eu o olho, mas não o vejo. O cheiro de “Aqua vérva”(Aqua Velva), antigo perfume de barbearia de quinta categoria, ainda era sua marca registrada, Ele toma uns goles de café, me olha com mais cuidado e dispara “Somos iguais, uma fruta nunca cai muito longe da sua árvore!”, sorriu e caiu com a cara na mesa, o veneno  age rápido , levantei e pedi, calmamente, para a garçonete chamar a ambulância  que esperei chegar, observando num canto qualquer a movimentação das pessoas que demonstravam pena e solidariedade aquele velhinho de 70 anos que passara mal naquele lugar. “Meu pai acabou de morrer Tia!”, “Meu bebê agora é um homem de verdade” falou  orgulhosa. Quando cheguei em casa a omelete ainda estava morna, coloquei-a no microondas peguei uma taça com vinho branco, sentei na varanda e  comecei a contar as primeiras estrelas daquele crepúsculo de céu púrpura rosa. Humm! A omelete de queijo e cebolinha esta deliciosa.  

Fim.

Escrito por Edilson Fernandes às 16h03
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11/04/2011


Sorteio Ovo de Páscoa 2011

 

 

Imagem ilustrativa

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E não deixe de ler, logo abaixo, "ZDP" o conto que comemora o 2o aniversário do blog do Edilson.

Escrito por Edilson Fernandes às 14h35
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05/04/2011


Aventura

Este é meu  segundo ano de blog e gostaria de agradecer, de todo coração, a sua paciência e a honra que  me da lendo e comentado nossos contos. 

        Nossa! E parece que foi ontem. rsrsrsrs...Obrigado meus amigos e amigas...       

 

Como  seria a ZDP (Zona de Desenvolvimento Proximal) do Russo Lev Semenovich Vygotsky vista de uma maneira, digamos, menos usual do que de costume? Leia o conto  de Aniversário e depois me fale! 

 

Escrito por Edilson Fernandes às 18h13
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Zona de desenvolvimento Proximal

 

 

Zona de Desenvolvimento Proximal

 

 

- Pois é mãe! Foi isto! Acho que não tem mais clima nesta escola para seu filho, o jeito é transferi-lo para outra unidade escolar e enquanto isto vou ter que suspendê-lo por quinze dias.

- Mas Diretora onde vou deixar meu filho? Eu tenho que trabalhar e não posso ficar vigiando ele por tanto tempo.

- Não sei mãe! Ai a senhora é que tem que ver, se eu souber de alguma escola que a senhora possa estar transferindo ele eu aviso.

- Pelo amor de Nossa Senhora, por favor, Dona Diretora! Nenhuma escola da região  quer ele mais e eu não tenho condições de pagar  condução, sem falar que esta praga não pára em lugar nenhum e...

- Não posso fazer nada mãe, aqui ele não tem condições de ficar. Colocar fezes na maçaneta da porta do carro da professora foi a gota d’água. A senhora não concorda comigo?

- Tá bom então!

            A mãe sabia que não adiantaria bater ou passar sermão, há muito a pobre alma se responsabiliza pelo fracasso da criação de seu filho José Maria ou Jotinha como costumavam chamar, hoje com quinze anos e uma coleção enorme de desafetos conseguidos nas sete escolas por onde passou. O choro  já não mais a acalmava e a angústia virou rotina, as esperanças de que ele lhe daria muitas felicidades se foi com as confusões diárias do garoto já nos  primeiros anos da escola.

           Naquela mesma tarde o diretor de uma escola ligou e disse que lá só tem meninos e meninas com o perfil do Jotinha, “Preciso agradecer a diretora por ter sido tão rápida” pensou a mãe enquanto ouvia as explicações de como seu filho poderia se tornar um homem honrado e de sucesso, ”Mas eu não tenho dinheiro para pagar mensalidade, condução ou a alimentação como posso...”, “Não Sra. Freitas! Não custará nada o serviço é gratuito, na verdade seu filho nos pagará no futuro se tornando um grande homem que, como nós não medirá esforços nem métodos para ajudar pessoas  mais necessitadas como ele.”, “Ai vocês caíram do céu!”, “Digamos que é quase isso Sra Freitas!Quase isso! Bem! Tudo acertado então! Ele começa amanhã, a van passa aqui ás cinco horas da manhã em ponto”, “Tão cedo?”, “As aulas começam ás seis!”

            “Vai arrumando outra escola pra mim, que eu volto daqui a pouco viu Dona Maria!”.  Dona Maria! Era assim que Jota chamava sua mãe, isto a deixava muito triste e reforçava seu sentimento de fracasso, entrou em casa pegou sua bolsa e foi trabalhar enquanto a van preta toda filmada partia rumo a seu destino.

              Jota tomou café na escola e como um predador, que julgava ser, analisou a área e as pessoas, achou estranho a ordem do lugar, todos os alunos comiam quase em sincronia, o silêncio gritava alto, muito alto.

 A arquitetura do local é futurista quase toda em vidro o que dava uma luminosidade natural fora do comum, mas Jotinha estava preocupado demais com seu umbigo para perceber. Com numa orquestra, todos se levantaram e se dirigiram as suas salas, um dos auxiliares de ensino  que trajava terno e gravata preta,  indicou  a sala de aula do recém chegado.

A aula é de matemática, cálculo, para ser mais preciso, “Parece que temos um novo integrante na sala”, “Não por muito tempo!”, “Também acho Sr. Freitas”, “Tá me tirando professor?”  gritou alto, empurrando a carteira  já desferindo o primeiro golpe rumo a sua expulsão, nenhum dos alunos esboçaram reação, olharam para Jota como se olha para uma criança mimada e chorona, “Não demorará muito para perceber que terá de fazer algumas escolhas Sr. Freitas e lhe garanto que nem todas serão de seu gosto”.

Jota não se irritou com o que o professor disse, mas foi com jeito calmo e seguro expressos naquele olhar   que ele lhe dirigiu,  o mestre falou diretamente a sua alma, sua espinha arrepiou e pela primeira vez na vida se sentiu acuado, mas não intimidado. Foi só o professor virar as costas para lousa digital para nosso rebelde dar um pontapé na cadeira da frente provocando a aluna. “Não vá buscar o gizz, aconteça o que acontecer!”, sussurrou a menina sem se importar com a provocação, “O que?”, respondeu. Ainda de costas, mas dando a estranha certeza de que sabia o que estava acontecendo, o professor fala, “Ah! Estas novas tecnologias vivem quebrando, Sr. Freitas! Já que seus objetivos não passam por aqui, pelo menos por enquanto, poderia pedir a um auxiliar de ensino um singelo e simples Gizz”, “Não sou seu vaporzinho negrão, manda outro bundão que aqui não tem pra você não!”, “Tenho certeza, Sr. Freitas, que seus objetivos serão melhores engendrados se seu campo de atuação se expandir, considero a tarefa uma excelente oportunidade para que o Sr.  possa ter um, digamos, universo maior de opções! O que me diz?”, “Não entendi nada que  você falou, mas vou só pra dar um role por ai e não ter que agüentar este seu beiço de bater bolinho falando merda”. Um sorriso sem vida brilhou nos lábios do professor, por um instante Jota pensou ver os olhos do professor e dos alunos mudarem para um vermelho sangue.

Não havia ninguém no corredor, o local era muito grande, e o silêncio era medonho. Ao virar um dos corredores amplos e bem iluminados viu um dos auxiliares, “OH!...OH! Ô Tio! Droga o cara é surdo não me ouviu! O que será que tem ali! Mano presta atenção!”. Parece que Jota achou o que queria, gente para azucrinar e provocar e desta vez era o público que ele mais gostava de zoar, crianças pequenas num pátio  amplo e sem nenhum auxiliar ou professor vigiando.

    “Você é novo né? Você chegou hoje né?”, pergunta um dos garotinhos, “Desafasta moleque! Quero conversa não! E me dá este refrigerante ai! Vai dá logo moleque! Tem celular ai? Deixa eu vê! Deixa eu vê moleque! Vai!”, José Maria não percebeu o olhar fixo do garoto que não se mexeu, foi logo revistando os bolsos do uniforme pra ver se encontrava alguma coisa que lhe interessasse, e enquanto depenava sua presa não viu, tambem, que as outras crianças pararam de brincar e o cercaram. E em silêncio como um enxame os amiguinhos saltaram para cima do contraventor, eram muitos, atacavam como abelhas, sem cessar, sem emitir qualquer som, Jota revidava, chutava e preguejava,  mas eram muitos, muitos!

 Caído, rendido pelas crianças com idade entre três e seis anos José estava confuso, nunca ninguém jamais reagira a seus achaques, ainda mais pirralhos como aqueles. No chão frio do mármore branco do piso daquele lindo pátio, nosso rebelde tentava se desvencilhar da montanha de crianças que estavam em cima dele, em vão, foi quando viu sua cabeça ser firmemente segurada. “Você só tinha que responder simmm! Eu sou novo aqui! Você quer refrigerante? Toma então!”  O menino, outrora presa agora predador, pegou a garrafa onde tomava refrigerente e começou a empurrá-la pelo fundo dentro da boca de Jota ato que o levaria a morte certa. Ele nunca tinha passado por isso, nunca pensara estando do lado da vítima e pela primeira vez na vida o medo se esboçara em seus olhos.

 “Sr. Freitas! Pare de brincar com as crianças!  O Sr. ainda tem que buscar um Gizz, por favor apresse-se!”. José Maria olhava tudo espantado, as crianças, assim que ouviram o professor voltaram a brincar como se nada tivesse acontecido, ele se levantou olhou agitadamente em volta e nada viu além de seus agressores. “Ele foi por ali!” falou um dos meninos apontando para uma porta lateral. “Vai se ferrá moleque, ou eu encho você de porrada”, ao falar isto percebeu que as crianças olharam simultaneamente para ele com seus olhinhos ficando vermelhos e, sem falar mais nada, decidiu sair com o rabinho entre as pernas.

  De volta ao corredor e com o orgulho ferido Jota passa em frente a uma porta e sente seu braço sendo agarrado e puxado para dentro. “Nosso modelo chegou!”, “Cê tá maluca, só tem doido aqui mano!”, “Cala boca ô! Você vai ser nosso modelo, senta aqui e veste isto!”. Umas trinta meninas o cercaram naquela sala de aula, o falatório o fez  gritar por silêncio, sem sucesso. As meninas  o seguraram com força, rindo, trocaram sua roupa como se ele fosse uma boneca, aliás a roupa que colocaram nele era um modelo cor de rosa de boneca. Se debater, e bater nas meninas era inútil, mesmo a porrada que deu na cara de uma delas não adiantou muita coisa, pois foi respondido com um chute no saco quase que imediatamente e isto doeu! “Agora o bebê  vai ficar aqui queitinho até a mamãe voltar e...”, “...Me tira daqui suas loucas! Eu vou arrebentar vocês! Cês tão me tirando de bicha é? Eu vou mostrar que sou muito macho...”. Uma das meninas se aproximou com uma tesoura dizendo, “Você é macho né, então vamos ver, abaixe a calçinha rosa dele meninas”, preso, nada pode fazer senão gritar e gritar. “Você só tinha que pegar um gizz, mas é muito pra você não é? Jotinha chorou como uma criança enquanto as meninas riam. A tesoura se posicionou em seu pênis e ... “ Sr. Freitas! Ainda brincando? Será que não consegue me trazer apenas um único e simples gizz? Imediatamente as meninas se afastaram liberando jota que permaneceu por alguns segundos  no chão em posição fetal segurando, aliviado, seu pênis intacto,  em seguida levantou, trocou suas roupas e saiu sem falar nada, as meninas, em silêncio, fitavam no com um olhar de espinhos.

 “Droga! Game over! Perdi!”, “Falei pra você que não era pra ficar batendo e xingando, você tem que... como é mesmo que a mãe fala? Ah! É Dialogar!”, “É muito chato este game, tirando a parte de colocar bosta na maçaneta e ver a cara da professora! Ah! Quero brincar mais não! Você falou que era da hora!”, “É chato pra você, se tivesse paciência e gentileza  ia poder beijar as meninas e até dar uns pega nelas. Mais pra frente tem umas salas legais,  mas você tinha de dar uma de machão né!”, “Eu sô é homi rapá!”, “É deu pra ver!”, “Te encho de porrada moleque”, Haha! Quero ver Mané bichinha! Vem!”, “Crianças?”, “Í sujô! A mãe chegou!” desliga o game se ela ver a gente jogando vai ser osso!”, “Pronto!”, “Meninos? A mamãe chegou! O que vocês estão fazendo?”, “Jogan..., Lendo!, Lendo?”, “ É? E desde quando vocês gostam de ler?...”

Fim...

Escrito por Edilson Fernandes às 17h45
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